Hum...o dedo martela na tecla: tac, tec, tac, tec. O que devo palrar? Tac, tec, tac, tec. Faço um descritor? Tac, tec, tac, tec. Vou largar conhecimento, douto por sinal, ou simplesmente continuo a comportar-me com agente publicitário? Hum...fico, por vezes, com a ideia que rondam, muito perto, uns estranhos tiques de marketeer ou, como disse, publicitário nada encartado. Em troca de vinho, grátis, digo bem dele. Quando não gosto, uso pimenta doce e meias palavras. É um circuito directo, sem intermediários, sem outros intervenientes. Uma linha recta e sem desvios.
Já viram o que se poupa neste processo de divulgação? Feitas as contas, temos apenas uma botelha, a embalagem e os portes, a pagar, de preferência, pelo remetente. Do outro lado da linha, está sempre um individuo, muito disponível, para receber o produto, avaliá-lo de forma muito independente e íntegra. É claro, que o destino final é consumir o tal produto, sozinho ou, de preferência, com uns amigos. Basta, depois, debitar duas ou três linhas e chancelar com uma nota. Existe processo mais ligeiro que este?













































